Esta técnica combina os métodos de imagem tradicionais da RM com a capacidade de análise química dos tecidos, tornando-se um processo não invasivo para o estudo de processos bioquímicos cerebrais, hepáticos e musculares.
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Uma das melhores utilizações da espectroscopia por ressonância magnética cerebral é a diferenciação entre recidiva tumoral e radionecrose, o que só era possível através do PET (Tomografia por Emissão de Protões).
Nesta técnica obten-se um diagnóstico pela análize da quantidade de metabolitos, que são obtidos através de um espectro, estando eles identificados pelo seu tempo de repetição, sendo os de TE mais longo (135 ms): N-acetil aspartato (Naa); Creatina (Cr); Colina (Co); Lactato (Lact)
Os metabolitos identificados com TE curto (30 ms) são: Lipídios (lip); Glutamina e Glutamato (Glx); Mioinositol (Mi).
Qualquer metabolito no espectro mantém uma posição presente, sendo identificado pela mesma, sendo sempre necessária a supressão de água para que a análise possa ser mais exacta
Esta técnica tem sido recebida com especial atenção por parte dos médicos radiologistas, e em particular dos neurorradiologistas, neurologistas e psiquiatras pois de uma forma não evasiva se obtém um diagnóstico.
Single voxel: é utilizado quando a análise é feita junto de substâncias que podem aferir a um diagnóstico errado, "osso, ductos, líquidos" o “shimming” é considerado o mais fácil onde a supressão da água e gordura é mais eficaz. A limitação desta opção é o facto de nos dar uma cobertura anatómica restrita
A informação espectroscópica depende do tempo de relaxamento (TR) e do TE utilizados, já que os metabolitos possuem diferentes tempos de relaxamento T2.
Caso clínico:
Anamnese:

Após informação prévia ao doente sobre os princípios da RM, efectuou-se o questionário obrigatório e procedeu-se ao exame com as seguintes sequências:
- Sequências base: Sagital T1; DP\T2 axial; Axial T2 FLAIR;
- Sequências complementares para espectroscopia: DIFF; Coronal T2 TSE; Axial T2 FS; CSI 3D ;
- Sequências com contraste endovenoso: Axial, sagital e coronal T1 pós injecção de gadolíneo;
Com Software de Espectroscopia com as imagens CSI 3D faz-se a selecção do voxel em estudo nos três planos, para não existir probabilidade de estar fora da área de interesse.
Obtendo-se o espectro pretendido
Após a obtenção do mesmo o software faz-se a marcação habitual da localização dos metabolitos.

Através destas alterações observadas chega-se à conclusão que estamos perante uma massa tumoral, com suspeita de etiologia Glial (Glioma), com um grau de malignidade elevado, pois o rácio calculado entre Cho e NAA é >2,5
Á direita, Espectro de metabolitos em cérebro sem alterações.
Conseguimos aferir que a espectroscopia é uma mais valia para a imagiologia, pois esta trata-se de uma técnica avançada de ressonância magnética, que através da análise dos metabolitos do corpo humano, permite-nos solucionar um diagnóstico que seja à partida duvidoso. Por outro lado, na presença de uma massa suspeita em que não haja certezas da patologia, como no caso clínico referido, realiza-se a espectroscopia para diferenciação das suas características e malignidade.
Os tumores cerebrais são classificados consoante o local, tipo de tecido envolvente, podendo os primários surgir nas células cerebrais, nas meninges, nervos, ou glândulas.
Os gliomas e os meningiomas são os tumores mais comuns nos adultos. Os gliomas derivam das células gliais, são histologicamente heterogéneos e subdivididos em astrócitos, oligodendrócitos, e células ependimais.
Cada tipo de glioma tem um grau de malignidade variável e as abordagens terapêuticas a estes tumores variam, consoante o grau de malignidade.
O objectivo da terapêutica é maximizar a qualidade de vida e prolongar a esperança de vida do doente, porque só com um bom diagnóstico origina uma terapêutica eficaz.
Bibliografia:
Carolina Garret; Alzheimer; Porto; Faculdade de medicina do Porto, 2007
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+degenerativas/oqueeadoencadealzheimer.htm, consultado em 10/04/2010.
http://www.universia.pt/, consultado em 21/04/2010
http://www.radiologiaclinicadecampinas.com.br/info_9.htm Consultado em 14/05/2010
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